Condenamos veementemente os motins de Chemnitz

Condenamos profundamente os ultrajantes motins nazis que começaram a 26 de Agosto na cidade alemã de Chemnitz.
Durante o festival anual da cidade, um homem de 35 foi esfaqueado e morto por dois jovens nas imediações do recinto.
Após este incidente brutal, o partido de extrema-direita Alternative für Deutschland organizou uma “marcha fúnebre” para homenagear a vítima. Rapidamente tornou-se claro que este autoproclamado ritual de luto era nada mais nada menos do que uma ação de instrumentalização emocional.
Ao longo dos dois dias seguintes, a cidade de Chemnitz transformou-se numa zona distópica a evitar. A marcha inicial deu lugar a uma série de ataques de Nazis a estrangeiros e imigrantes. Várias pessoas foram perseguidas pela cidade, ameaçadas e agredidas; houve jornalistas que tiveram de se refugiar. Nas ruas de Chemnitz foram feitas saudações Hitlerianas odiosas de forma livre, e foram ouvidos discursos xenófobos por todo o lado. A oposição democrática também esteve presente – mas de forma desproporcional.
A polícia da Saxónia esteve sobrecarregada pelos tumultos. O Ministro do Interior da região, eleito pela União Cristã Democrática (CDU), designou os protestantes como “desalinhados”. Tanto os media como os políticos alemães ao abordar o assunto distribuíram culpas mas mostraram dificuldades em ir ao cerne da questão.
Mas há que encontrar as palavras certas para o que aconteceu!
Chamemos aos eventos de Chemnitz aquilo que realmente foram – uma série de ataques violentos perpetrados por Nazis.
São ataques que mostram uma realidade aterradora que provavelmente será ignorada e desvalorizada: as estruturas fascistas e de extrema-direita nunca desapareceram na Alemanha – antes pelo contrário. Tal como os motins mostraram, a violência destes grupos e a sua velocidade de mobilização aumentaram de forma tremenda, deixando
perplexos tanto o público como as autoridades. Por detrás destas ações surge um “monstro político” que não mais poderá ser ignorado, que já se infiltrou em comités de supervisão, órgãos policiais e outras camadas da sociedade. Encontrou também expressão parlamentar legítima através do partido Alternative für Deutschland.
Muitos temem que o que aconteceu em Chemnitz marque o início de uma onda ainda mais poderosa de ataques fascistas, por movimentos que cresceram não só em número, como também a nível de táctica. Vão muito para além da Alemanha de Leste e do seu legado Neo-Nazi.
Enquanto o “monstro” respira, a esperança pode também estar por perto.
Nas últimas semanas surgiram movimentos e alianças à esquerda e no centro político. Muitos deles estão em franco crescimento, como “Seebrücke”, “We’ll Come United” ou “Unteilbar”. Nós, no DiEM25, relacionamo-nos amigavelmente com estes movimentos, uma vez que somos parte deles.
Estas alianças terão de cortar o mal pela raiz e ir para além de declarações simbólicas de protesto. O DiEM continuará a protestar, a construir e a implementar a nossa visão coletiva democrática em confronto com aqueles que se lhe opõem.
O primeiro passo será encontrar as palavras certas.

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