Mario Draghi

Podemos tolerar a falta de transparência no BCE?

Uma das caraterísticas mais importantes de uma verdadeira democracia é a transparência. Atualmente, a União Europeia sofre de falta de procedimentos democráticos transparentes. Funcionários que levam a cabo mudanças sem que as pessoas se pronunciem, acordos feitos debaixo da mesa só são tornados públicos apenas se houver fugas de informação e as ações dos lobistas estão acima da vontade popular – estes são apenas alguns exemplos de um mau funcionamento, se não mesmo uma total ausência, da democracia europeia.

O Banco Central Europeu (BCE) também deve ser incluído nesta lista. O papel do BCE foi fundamental, em 2015, quando os bancos gregos foram fechados: existe um “parecer legal” que refere estas ações durante aquele período. A nossa “Campanha sobre os Documentos Gregos” tem por objetivo tornar público este documento, que anda hoje se mantém secreto, contra a lógica da transparência. Yanis Varoufakis interpôs uma ação em tribunal contra o BCE. No entanto, este não é o único caso de falta de transparência por parte do BCE.

O Presidente do BCE, Mário Draghi, foi recentemente pressionado a abandonar o lugar que detinha num grupo secreto de banqueiros. A provedora europeia, Emily O’Reilly, denunciou a falta de transparência e a potencial ameaça à independência do BCE. Acreditamos que estas ações representam o caminho na direção certa para a formação de uma união e instituição democrática transparente.

No DiEM25 acreditamos fortemente na transparência e esta tem sido a nossa principal campanha. Junta-te a nós e ajuda o DiEM25 a avançar nesta direção!

 
Aris é membro e voluntário do DiEM25

 

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