Um ano desde o referendo OXI, um ano desde que o DiEM25 foi concebido

DiEM25

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Hoje o DiEM25 marca tanto o aniversário do voto OXI (Não!) no referendo dos bravos gregos, como também o aniversário das suas próprias origens.


“O nosso NÃO é um majestoso e grande SIM a uma Europa democrática”, escreveu Varoufakis na altura, anunciando a essência do DiEM25 – ou seja, que um Sim a uma Europa sustentável e democrática deve passar pelo caminho tortuoso, mas digno, de um Não a uma troika autoritária, austera e controlada pela UE.


O DiEM25 nasceu na altura em que a Primavera de Atenas estava a ser esmagada e o mandato do referendo descartado.


Naturalmente, o 5 de julho é um aniversário especial para o DiEM25 – para o Movimento para a Democracia na Europa que foi, com efeito, concebido no calor e à luz do referendo OXI.

Yanis Varoufakis em declarações à imprensa na noite do Referendo OXI (Não!)

No dia 25 de Janeiro de 2015, a dignidade foi restaurada para o povo da Grécia.

Nos cinco meses que passaram desde então, tornou-se o primeiro governo que ousou levantar a voz, falando em nome do povo, dizendo NÃO à irracionalidade prejudicial do nosso programa de resgate “estender-e-fingir”.

Nós

  • confinámos a troika à sua toca em Bruxelas;
  • articulámos, pela primeira vez no Eurogrupo, um argumento económico sofisticado para o qual não existiu uma resposta credível;
  • internacionalizámos a crise humanitária da Grécia e as suas raízes nas políticas intencionalmente recessivas;
  • espalhámos para lá das fronteiras da Grécia a esperança que a democracia pode respirar dentro de uma união monetária até então dominada pelo medo.

Acabar com a austeridade interminável e auto-destrutiva, e reestruturar a dívida pública grega foram os nossos dois alvos. Mas estes eram também os alvos dos nossos credores, mas de forma inversa: A partir do momento em que a nossa eleição pareceu provável, os poderes instalados iniciaram uma corrida aos bancos e planearam, consequentemente, encerrar os bancos gregos. O seu propósito?

  • Humilhar o nosso governo, forçando-nos a sucumbir à austeridade rigorosa, e
  • Arrastar-nos para um acordo que não oferecia qualquer compromisso firme ou sensato para reestruturar a dívida de forma bem definida.


O ultimato de 25 de Junho foi o meio pelo qual planearam atingir esses objectivos. O povo da Grécia devolveu hoje este ultimato aos seus remetentes, apesar do medo que os media nacionais, oligárquicos, transmitiram dia e noite para dentro de suas casas.

  • O nosso NÃO é um majestoso e grande SIM a uma Europa democrática.
  • É um NÃO à visão distópica de uma zona euro que funciona como uma gaiola de ferro para os seus povos.
  • É um SIM em voz alta para a visão de um Eurozona que oferece a perspectiva de justiça social com prosperidade compartilhada para todos os europeus.


O referendo de 5 de Julho vai ficar na história como um momento único, quando uma pequena nação europeia se levantou contra uma dívida de servidão.


Como todas as lutas por direitos democráticos, também esta rejeição histórica do ultimato de 25 de Junho do Eurogrupo vem com um custo elevado. É, portanto, fundamental que o enorme capital de confiança concedido a nosso governo pelo esplêndido voto NÃO venha a ser investido imediatamente em um SIM para uma resolução adequada – um acordo que envolva a reestruturação da dívida, menos austeridade, redistribuição em favor dos mais necessitados e reformas reais.


O esforço sobre-humano para honrar o bravo povo da Grécia, e o famoso OXI (NÃO) que concederam aos democratas de todo o mundo, está apenas a começar.

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Algumas horas mais tarde, após a reunião com o Primeiro-Ministro Tsipras, tornou-se claro para Varoufakis que o seu próprio governo estava prestes a dar-se por vencido Depois de não conseguir dissuadir Tsipras, escreveu a sua carta de demissão na madrugada de 6 de Julho. Reconhecendo a campanha feita pela troika para que fosse removido e substituído por um Ministro das Finanças disposto a assinar os ‘documentos de rendição’, a declaração de Varoufakis terminou com as palavras: “E usarei o ódio dos credores com orgulho”.


No mesmo dia, juntamente com centenas de democratas de toda a Europa, os elementos do DiEM25 começaram a ser organizados.

Um ano mais tarde, com a UE num estágio avançado de desintegração, o que começou com o referendo OXI, a luta do DiEM25, prova ser uma luta pela integridade e a alma da Europa.

 

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