Refugee Crisis

Migração na União Europeia: A História de Achmed

Um grupo de estudantes do ensino secundário percorreu recentemente uma das rotas de refugiados mais usadas, localizada nos Balcãs. A viagem teve como objetivo proporcionar aos estudantes o contacto com histórias de refugiados, como Achmed. Esta é a história de Achmed – apenas um exemplo do falhanço da União Europeia em proteger e providenciar ajuda às pessoas vulneráveis que chegam pela primeira vez ao continente.

Achmed abandonou a sua casa, no Iraque, aos 15 anos. Como era menor, consegui os papéis necessários e atravessou, de forma relativamente fácil, a Grécia e a Croácia. O seu sonho era terminar a educação na Europa.
Mas, na Eslovénia, foi-lhe dito que não tinha os documentos necessários e, sem mais explicações, foi enviado para Zagreb. Aqui, acabou numa residência para menores com problemas e refugiados – problemáticos, ou não. Dois anos depois, foi enviado para um campo de adultos.
Hoje, com 18 anos, Achmed perdeu o direito à educação – substituído pela ordem de encontrar um emprego imediatamente. Entretanto, Achmed recebe um subsídio que lhe permite pagar a renda e vive à custa de comida empacotada.


Este é um exemplo típico da política de refugiados da Europa, que cria barreiras intransponíveis, mesmo para quem tem direito à proteção, sem hesitações. Os governos nacionais sacodem a sua responsabilidade para os países vizinhos, enquanto os países que acolhem têm falta, quer de recursos, quer de vontade política, para providenciar uma ajuda adequada. A ironia disto tudo é que muitos dos problemas, nesta crise, são provocados pelos próprios países. A capacidade humana é desperdiçada e os recursos burocráticos esbanjados, enviando os necessitados para outros sítios.


No DiEM25 imaginamos um futuro onde toda esta energia é aproveitada, com o objetivo de criar novas oportunidades, para os imigrantes. Através da criação um quadro europeu coerente, com amplo apoio, os países podem partilhar a responsabilidade entre si. E assim, em vez de se focarem nas fronteiras, podem focar-se nas pessoas. Junta-te à nossa luta!

Filip é membro do CED-Bruxelas do DiEM25.
 

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